14 de Maio de 2012
José Mourinho: a pessoa que é o melhor treinador do mundo
Considero interessante esta entrevista de Mourinho em que tenta explicar as raízes da sua paixão pelo Futebol e mesmo do seu êxito, um empreendedor que não teve medo de sonhar e de lutar sempre pelos seus objectivos. Um exemplo para cada um de nós - não nos acanharmos perante as dificuldades actuais... não nos considerarmos inferiores a nenhum outro povo!
26 de Abril de 2012
Museu de Brincar - Vagos
Sim em Vagos.. também me surpreendeu.
Em Vagos, mesmo no coração da vila, junto à Igreja Matriz no Palacete onde funcionou anteriormente a Câmara Municipal, mora agora um espaço de memória que é simultãneamente espaço de fantasia e aprendizagem.
Não é apenas um espaço para as crianças brincarem ou aprenderem, é também um espaço em que os adultos, agora pais avós tios... podem viajar no tempo, fantasiar de novo em suas vidas.
E tudo isto construído com sabedoria, beleza e sem exagero de meios - feito com autenticidade e afecto.
Mais uma prova de que quando o Homem quer a Obra nasce, a prova de que longe de Lisboa também há cultura e pessoas capazes de a construir para os outros, a prova de que em todos os lugares se pode construir um futuro melhor, basta não nos deixarmos limitar pelo que de fora nos é imposto seja pela tirania mesquinhez, pela publicidade desenfreada, pelo negativismo ou preconceito, por rivalidades completamente inúteis e disparatadas...
CONVITE - venham a Vagos conhecer o Museu!
Maria José Lascas Fernandes
Em Vagos, mesmo no coração da vila, junto à Igreja Matriz no Palacete onde funcionou anteriormente a Câmara Municipal, mora agora um espaço de memória que é simultãneamente espaço de fantasia e aprendizagem.
Não é apenas um espaço para as crianças brincarem ou aprenderem, é também um espaço em que os adultos, agora pais avós tios... podem viajar no tempo, fantasiar de novo em suas vidas.
E tudo isto construído com sabedoria, beleza e sem exagero de meios - feito com autenticidade e afecto.
Mais uma prova de que quando o Homem quer a Obra nasce, a prova de que longe de Lisboa também há cultura e pessoas capazes de a construir para os outros, a prova de que em todos os lugares se pode construir um futuro melhor, basta não nos deixarmos limitar pelo que de fora nos é imposto seja pela tirania mesquinhez, pela publicidade desenfreada, pelo negativismo ou preconceito, por rivalidades completamente inúteis e disparatadas...
CONVITE - venham a Vagos conhecer o Museu!
Maria José Lascas Fernandes
27 de Março de 2012
A Espada
Eis o silêncio que escolheste e não faltam palavras
escritas vão e vêm
sem selos cola papel perfumado
o carteiro não toca não há risco de perdê-las
de outrém abrir a carta desvendar o segredo
tantos tantos lêem agora as tuas palavras
e quantos quereriam dá-las recebê-las
tocar-se com elas: como sabes escolhê-las!
de ti não quis palavras
só a profundeza dos olhos dos lábios
as mãos os corpos na busca intensa do silêncio
solitária, julgara um talismã em cada palavra
com uma desferis-te à distância tua espada
incredúla procuro um sentido que não entendo
que faz de em mim entre as mulheres indesejada
( maria jose lascas, inédito, 2012)
escritas vão e vêm
sem selos cola papel perfumado
o carteiro não toca não há risco de perdê-las
de outrém abrir a carta desvendar o segredo
tantos tantos lêem agora as tuas palavras
e quantos quereriam dá-las recebê-las
tocar-se com elas: como sabes escolhê-las!
de ti não quis palavras
só a profundeza dos olhos dos lábios
as mãos os corpos na busca intensa do silêncio
solitária, julgara um talismã em cada palavra
com uma desferis-te à distância tua espada
incredúla procuro um sentido que não entendo
que faz de em mim entre as mulheres indesejada
( maria jose lascas, inédito, 2012)
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13 de Março de 2012
Fugacidade
Meu Amor... ainda agora o disseste
e partiste
nem o botão em rosa floriu
o Sol de mergulhar no mar se cansou
nem a andorinha a refazer o ninho voltou
meu amor, disseste
enquanto a roupa caia dos corpos
um ao outtro se conheciam
no breve que a memória não marca
nem o cigarro acendeste
descanso de que carecem os guerreiros...
urgente e inócuo, tempo virtual me parece
sento-me na varanda onde moro
e conheço as palavras inteiras:
plenitude pureza harmonia
refugio-me...
ainda preciso de tempo
para aprender a fugacidade
(inédito, 2012, maria lascas, rascunho)
e partiste
nem o botão em rosa floriu
o Sol de mergulhar no mar se cansou
nem a andorinha a refazer o ninho voltou
meu amor, disseste
enquanto a roupa caia dos corpos
um ao outtro se conheciam
no breve que a memória não marca
nem o cigarro acendeste
descanso de que carecem os guerreiros...
urgente e inócuo, tempo virtual me parece
sento-me na varanda onde moro
e conheço as palavras inteiras:
plenitude pureza harmonia
refugio-me...
ainda preciso de tempo
para aprender a fugacidade
(inédito, 2012, maria lascas, rascunho)
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14 de Fevereiro de 2012
27 de Janeiro de 2012
Alentejanos im Morada da Poesia
ALENTEJANOS
Os alentejanos caiam a terra da casa de branco
imaculada como a mãe
farejam-na como cães
orégão poejo cardo para conduto do pão
no touro no Sol e papoilas derramam sangue vermelho
calam palavras e sonhos, lágrimas seca-as o vento
só grilos cigarras e corvos quebram tanto silêncio!
sua esperança é ao nascer que o seu destino é partir
tão antigo é esse anseio como a amargura de o fazer
solidão de vagabundo de que meu corpo é possuído!
( de Maria José Lascas in "Morada da Poesia, poetas celebram Manuel da Fonseca", desenhos de Manuel Passinhas e edição da C.M. de Castro Verde)
Os alentejanos caiam a terra da casa de branco
imaculada como a mãe
farejam-na como cães
orégão poejo cardo para conduto do pão
no touro no Sol e papoilas derramam sangue vermelho
calam palavras e sonhos, lágrimas seca-as o vento
só grilos cigarras e corvos quebram tanto silêncio!
sua esperança é ao nascer que o seu destino é partir
tão antigo é esse anseio como a amargura de o fazer
solidão de vagabundo de que meu corpo é possuído!
( de Maria José Lascas in "Morada da Poesia, poetas celebram Manuel da Fonseca", desenhos de Manuel Passinhas e edição da C.M. de Castro Verde)
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25 de Janeiro de 2012
15 de Novembro de 2011
Não Temas
Não temas, não irei esconjurar o teu silêncio
sou apenas a silhueta da noite
se desço sobre a terra quando adormeces
seguro em minhas mãos o peso que carregas
são assim as mães - velando o sono leve
ao acordares dar-te-ia o Sol!
mas tu não acreditas nas minhas palavras
e fechas todas as janelas…
fico a rodar a Lua Cheia
na simetria das horas dos anos que passam
já não tenho a ousadia nem o deslumbre
entrego-me aos pastores e a quem passa
tuas serão as mulheres que queres em tua vida…
e se descer na música das ondas deste meu mar
ao cântico da deusa sucumbirá o teu silêncio…
Novembro, 2011 (rascunho, inédito)
sou apenas a silhueta da noite
se desço sobre a terra quando adormeces
seguro em minhas mãos o peso que carregas
são assim as mães - velando o sono leve
ao acordares dar-te-ia o Sol!
mas tu não acreditas nas minhas palavras
e fechas todas as janelas…
fico a rodar a Lua Cheia
na simetria das horas dos anos que passam
já não tenho a ousadia nem o deslumbre
entrego-me aos pastores e a quem passa
tuas serão as mulheres que queres em tua vida…
e se descer na música das ondas deste meu mar
ao cântico da deusa sucumbirá o teu silêncio…
Novembro, 2011 (rascunho, inédito)
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O Silêncio do Guerreiro
O Silêncio do Guerreiro
Tantas perguntas lhe tenho feito
não sei se o cala o medo ou o desprezo
... perdido meu ombro de mãe procurou
eu dei-lhe o meu corpo todo, conquistado
em mim inteiro! de novo se reencontrou
e depois partiu
ferido em armadura de aço
acusando-me de traição e de cansaço
dele sei a recusa e o silêncio
nem à outra face ferida agradeceu
querendo apenas que sua dor acalmasse
menino guerreiro só respira a vitória
não tombes armado!…
na caverna tem sonhos poesia música vinho
e o desejo de Mulher sem a dor de amar
nada disso, nem de amor, lhe perguntei
e por instantes meu ombro será de mãe
meu corpo já dei…
mas há mim tantos jardins por descobrir
desafios partilhas que só eu darei
júbilo êxtase e verbo que não conhece
venho pelo labirinto das sombras
esse caminho que não leva a ninguém
não temo armaduras o fosso da entrada
tantas muralhas já escalei!...
mas sentirá medo o guerreiro? desprezo?
este seu silêncio ainda me detem...
2011, Novembro
(inédito)
Tantas perguntas lhe tenho feito
não sei se o cala o medo ou o desprezo
... perdido meu ombro de mãe procurou
eu dei-lhe o meu corpo todo, conquistado
em mim inteiro! de novo se reencontrou
e depois partiu
ferido em armadura de aço
acusando-me de traição e de cansaço
dele sei a recusa e o silêncio
nem à outra face ferida agradeceu
querendo apenas que sua dor acalmasse
menino guerreiro só respira a vitória
não tombes armado!…
na caverna tem sonhos poesia música vinho
e o desejo de Mulher sem a dor de amar
nada disso, nem de amor, lhe perguntei
e por instantes meu ombro será de mãe
meu corpo já dei…
mas há mim tantos jardins por descobrir
desafios partilhas que só eu darei
júbilo êxtase e verbo que não conhece
venho pelo labirinto das sombras
esse caminho que não leva a ninguém
não temo armaduras o fosso da entrada
tantas muralhas já escalei!...
mas sentirá medo o guerreiro? desprezo?
este seu silêncio ainda me detem...
2011, Novembro
(inédito)
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11 de Novembro de 2011
Carta
Meu amor
hoje só a chuva nos separa.
Não não é o tempo passado que entre nós dois inventamos; mera ilusão a fogueira longínqua apagada.
Arde em ti e em mim o fogo primitivo, elemento puro na essência da natureza.
Coberto ainda pelas cinzas poeirentas fumegam crenças códigos mitos lógicas falsas verdades que nos separavam, deixa meu amor que a chuva caia e leve de vez a cinza que nos amarra que em lama na terra se aquiete e um dia nova vida dela renasça.
Deixa meu amor que clareie em redor e em água limpa se espelhe a luz do fogo(do vulcão, dirias…). Se for vulcão que seja! ou fogueira acesa crepitando azinho, eu descalça em teu colo descobrindo-nos em cada beijo.
Não repetirás palavras dos poetas, as tuas dirás ao espaço aberto em mim desde sempre para as receber.
Nossa é a harmonia da música e do poema do cheiro da terra do marear das ondas da justiça e da coragem que nos irmana e todo o nosso ser arde em desejo.
Haverá rosas vinho pão romãs… e enquanto os dois corpos descansam levar-te-ei a tocar o céu azul da noite e tudo será único como eterno é o instante.
Já não chove meu amor… e por mais que adies o reencontro, acredita, em mim não corre o tempo.
Maria
11 de Novembro de 2011
hoje só a chuva nos separa.
Não não é o tempo passado que entre nós dois inventamos; mera ilusão a fogueira longínqua apagada.
Arde em ti e em mim o fogo primitivo, elemento puro na essência da natureza.
Coberto ainda pelas cinzas poeirentas fumegam crenças códigos mitos lógicas falsas verdades que nos separavam, deixa meu amor que a chuva caia e leve de vez a cinza que nos amarra que em lama na terra se aquiete e um dia nova vida dela renasça.
Deixa meu amor que clareie em redor e em água limpa se espelhe a luz do fogo(do vulcão, dirias…). Se for vulcão que seja! ou fogueira acesa crepitando azinho, eu descalça em teu colo descobrindo-nos em cada beijo.
Não repetirás palavras dos poetas, as tuas dirás ao espaço aberto em mim desde sempre para as receber.
Nossa é a harmonia da música e do poema do cheiro da terra do marear das ondas da justiça e da coragem que nos irmana e todo o nosso ser arde em desejo.
Haverá rosas vinho pão romãs… e enquanto os dois corpos descansam levar-te-ei a tocar o céu azul da noite e tudo será único como eterno é o instante.
Já não chove meu amor… e por mais que adies o reencontro, acredita, em mim não corre o tempo.
Maria
11 de Novembro de 2011
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10 de Novembro de 2011
Trieteza-II
O poema é triste, dizem
como se fosse obrigação minha
alegrar almas lamber feridas estancar mágoas
fazer piruetas e palhaçadas
inverter a vida a crise o vácuo
falar só de sexo vinho flores aromas
mil vezes não!
ninguém me tira a liberdade das palavras
são como eu, doces frágeis impetuosas
extravagantes selvagens carinhosas
sentidas e verdadeiras
daçam comigo comigo choram
nascidas de mim em mim morrem
nada devo a quem me lê, nem o silêncio!
do meu amor soltam-se lágrimas
há em mim o rio dum barco inacabado
como se fosse obrigação minha
alegrar almas lamber feridas estancar mágoas
fazer piruetas e palhaçadas
inverter a vida a crise o vácuo
falar só de sexo vinho flores aromas
mil vezes não!
ninguém me tira a liberdade das palavras
são como eu, doces frágeis impetuosas
extravagantes selvagens carinhosas
sentidas e verdadeiras
daçam comigo comigo choram
nascidas de mim em mim morrem
nada devo a quem me lê, nem o silêncio!
do meu amor soltam-se lágrimas
há em mim o rio dum barco inacabado
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31 de Outubro de 2011
O Cálice
Seu coração estilhaçado a razão do cérebro comanda
ainda que seja um buraco desarmado é vigilante
e defende até à morte a trincheira conquistada
no azul lunar do céu, longínqua dança das ondas
quase adormecerá… e ninguém o engana tanto!
logo os neurónios realinham:
amordaça o desejo do abstracto tece nova cortina
enxuga o corpo frio suado e corta a língua seca…
haverá dia novo, a máscara tem-na colada ao rosto
jogos de palavras e teatro são o seu ofício
desgraçada daquela que lhe vê o rosto, leia os olhos
conheça brechas na trincheira - instante e partida
jamais servirá dois cálices à lareira
se a campainha toca atenta a chuva na janela
duas, três vezes... é ilusão do vinho forte!
do cansaço do vento, quiça da idade...
a desprezada no marmóreo corpo agoniza sem sangue
do vinho que ele no cálice solitário derrama gritando
a urgência do amor na vida, temendo-o mais que a morte…
inédito, 2011
( rascunho)
ainda que seja um buraco desarmado é vigilante
e defende até à morte a trincheira conquistada
no azul lunar do céu, longínqua dança das ondas
quase adormecerá… e ninguém o engana tanto!
logo os neurónios realinham:
amordaça o desejo do abstracto tece nova cortina
enxuga o corpo frio suado e corta a língua seca…
haverá dia novo, a máscara tem-na colada ao rosto
jogos de palavras e teatro são o seu ofício
desgraçada daquela que lhe vê o rosto, leia os olhos
conheça brechas na trincheira - instante e partida
jamais servirá dois cálices à lareira
se a campainha toca atenta a chuva na janela
duas, três vezes... é ilusão do vinho forte!
do cansaço do vento, quiça da idade...
a desprezada no marmóreo corpo agoniza sem sangue
do vinho que ele no cálice solitário derrama gritando
a urgência do amor na vida, temendo-o mais que a morte…
inédito, 2011
( rascunho)
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25 de Outubro de 2011
Vem
Quero-te a ti, não o nome nada do que construíste
quero-te nu, como o seio de mãe te acolheu
vestirás a pele do meu corpo
traz mágoas cicatrizes mesmo o cansaço
... tudo se dilui na harmonia
vem remendando o barco subindo as dunas
qual cavalinho de pau cruzando o deserto
teu destino é a praia que se abre nas minhas pernas
na demora de cada dia que passa
o mar avança e leva de mim um grão de areia
e em ti o vazio cresce na cama onde te deitas
(inédito, 2011, maria lascas)
quero-te nu, como o seio de mãe te acolheu
vestirás a pele do meu corpo
traz mágoas cicatrizes mesmo o cansaço
... tudo se dilui na harmonia
vem remendando o barco subindo as dunas
qual cavalinho de pau cruzando o deserto
teu destino é a praia que se abre nas minhas pernas
na demora de cada dia que passa
o mar avança e leva de mim um grão de areia
e em ti o vazio cresce na cama onde te deitas
(inédito, 2011, maria lascas)
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13 de Outubro de 2011
Impostos
Despe-me a roupa que me deu forma, confere bem etiquetas
desce-me dos saltos que me alteiam
... arranca-me os brincos a que dão brilho meus olhos
tira-me a mesa, tolha subtileza da chávena vinho queijo pão
leva a cama, o brocado da colcha o cetim e a seda dos lençóis
todos os adobes e as tijoleiras do chão
(não, nem abóbadas nem arcos! meu pai os fez com a mão!
nem a cabana de jasmim que o amor me teceu)
o resto leva tudo! ficar-me-á sempre o infinito...
o Sol o céu azul a Lua-Cheia os pássaros meus irmãos
o meu sentir a minha paixão
poderás arrancar-me da terra, nunca a terra de mim
leva lápides de mármore e as ossadas de meus avós
sempre foram servos teus
esse é o poder do direito e a fraqueza do Império
… e nem há naus a lançar ao mar
nem filhos a dar à Índia ou ás granadas dos turras
e já nem há como partir, p’ra onde partir
nem jornaleiros para fabris, França ou Brasil
(que tão longe se fez Lisboa)
ficarei, despojada de tudo o que partir me deu
presa de novo ao horizonte
o pobre braço nem a colher da terra aprendeu!
- e é tanta a terra sem nada a fazer
como outros buscarei comida p´ra boca
na arte daqueles que fogem da morte
Lótus Cleópatra Madalena – um nome assim terei
hortelã da ribeira e orégãos do monte
tão saborosos mesmo em mesa de rei
nunca matam a fome à ganância das bestas….
desce-me dos saltos que me alteiam
... arranca-me os brincos a que dão brilho meus olhos
tira-me a mesa, tolha subtileza da chávena vinho queijo pão
leva a cama, o brocado da colcha o cetim e a seda dos lençóis
todos os adobes e as tijoleiras do chão
(não, nem abóbadas nem arcos! meu pai os fez com a mão!
nem a cabana de jasmim que o amor me teceu)
o resto leva tudo! ficar-me-á sempre o infinito...
o Sol o céu azul a Lua-Cheia os pássaros meus irmãos
o meu sentir a minha paixão
poderás arrancar-me da terra, nunca a terra de mim
leva lápides de mármore e as ossadas de meus avós
sempre foram servos teus
esse é o poder do direito e a fraqueza do Império
… e nem há naus a lançar ao mar
nem filhos a dar à Índia ou ás granadas dos turras
e já nem há como partir, p’ra onde partir
nem jornaleiros para fabris, França ou Brasil
(que tão longe se fez Lisboa)
ficarei, despojada de tudo o que partir me deu
presa de novo ao horizonte
o pobre braço nem a colher da terra aprendeu!
- e é tanta a terra sem nada a fazer
como outros buscarei comida p´ra boca
na arte daqueles que fogem da morte
Lótus Cleópatra Madalena – um nome assim terei
hortelã da ribeira e orégãos do monte
tão saborosos mesmo em mesa de rei
nunca matam a fome à ganância das bestas….
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12 de Setembro de 2011
Esperaria
Esperaria por ti noite e dia, os anos todos se viesses...
de verdade és só coisa minha, inventada
meu desejo a minha fome
a pele da minha pele, da minha boca o beijo
não és quem à minha imagem se oferta
nem quem de mim se esconde ou persegue
nem quem virá... se alguém vier ainda
- outra procuram e batem à minha porta
eu que antes enganada me julgava
abria-me em feridas com quem purga
abro agora à noite no meu quarto a janela
e um anjo de luz pentei-me os cabelos
( os pássaros sabem se sonho ou dormo acordada )
mas entre o céu e o meu corpo não há mais nada
que esta mágoa de ser só, que sou eu também
e o infinito desejo por mim criado
minha pele corpo não quer que não seja eu
( rascunho, inédito, 2011)
de verdade és só coisa minha, inventada
meu desejo a minha fome
a pele da minha pele, da minha boca o beijo
não és quem à minha imagem se oferta
nem quem de mim se esconde ou persegue
nem quem virá... se alguém vier ainda
- outra procuram e batem à minha porta
eu que antes enganada me julgava
abria-me em feridas com quem purga
abro agora à noite no meu quarto a janela
e um anjo de luz pentei-me os cabelos
( os pássaros sabem se sonho ou dormo acordada )
mas entre o céu e o meu corpo não há mais nada
que esta mágoa de ser só, que sou eu também
e o infinito desejo por mim criado
minha pele corpo não quer que não seja eu
( rascunho, inédito, 2011)
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5 de Setembro de 2011
Mulher Proibida
Ele conhece da mulher proibida a alma de cristal
a boca o desenho dos lábios
nos cabelos as ondas os sonhos os dramas
a tocha da fogueira que seu corpo conduz
e recusa-a ignora-a
não como o marinheiro que nega a sereia
e em seu sonho pueril acalenta e deseja
da sua forma dirá ser pedra fria de mármore
e talvez lhe invente carácter venenoso e ignóbil
de forma a controlar seus impulsos enquanto dorme
e não é o mandamento da cobiça que o impede!
deixa que seu olhar noutras o desejo incendeie
nem é incesto ou crime ou honra…
apenas seu mundo rodando no eixo que em si fez
… qual velho naufrago em porto seguro
olha agora o mar pela vidraça: só tempestade vê
soletra poemas de amor por mera saudade
não constrói barco novo, fica do passado refém
- nunca foi seguro o porto se não se avista mais além
e cego é o olhar daquele que seu cristal não vê
tonto ou fraco quem nega seu próprio ser
(inédito, rascunho, ou seja susceptível de ser alterado por mim)
2011
nos cabelos as ondas os sonhos os dramas
a tocha da fogueira que seu corpo conduz
e recusa-a ignora-a
não como o marinheiro que nega a sereia
e em seu sonho pueril acalenta e deseja
da sua forma dirá ser pedra fria de mármore
e talvez lhe invente carácter venenoso e ignóbil
de forma a controlar seus impulsos enquanto dorme
e não é o mandamento da cobiça que o impede!
deixa que seu olhar noutras o desejo incendeie
nem é incesto ou crime ou honra…
apenas seu mundo rodando no eixo que em si fez
… qual velho naufrago em porto seguro
olha agora o mar pela vidraça: só tempestade vê
soletra poemas de amor por mera saudade
não constrói barco novo, fica do passado refém
- nunca foi seguro o porto se não se avista mais além
e cego é o olhar daquele que seu cristal não vê
tonto ou fraco quem nega seu próprio ser
proibida chama à que não pertence a ninguém
(inédito, rascunho, ou seja susceptível de ser alterado por mim)
2011
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23 de Agosto de 2011
O Leque
O Leque
Não tenho mais palavras para ti
queimei em meu fogo minhas amarras
e logo hasteas-te a vela, partiste... que te levem os elos todos do vento!
o que te empurra notícias de ti trará:
seja naufrágio ou regaço a que aportes
não haverá em mim palavras
a que eu antes fora não viverá
e sua última lágrima sempre foi do mar
assim fecha o leque sem o adeus da partida
dele guardarás a eterna brisa
eu o olhar do louco que o coloriu
mas há tantos barcos! tantos!...
a chegar a partir à ilha a que me prendo
ainda vendo colo alento extâse fantasia!
só palavras minhas iguais já não tenho...
( inédito, 2011,
rascunho ou seja a minha primeira escrita que pode vir a sofrer pequenas alterações... aqui ou em ulterior publicação)
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11 de Agosto de 2011
O Retrato
Queria ser como ela! livre
cabelos de ondas vermelhas ao vento
a bênção do sorriso
e os olhos tristes de sedução
no corpo esquecido em regaço de rosas
as pernas cruzadas e o peito
erguendo-se no bambolear das ancas firmes
a dança do frufru das pulseiras
livre!
… e no retrato ainda serei eu?!
(inédito, 2011)
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9 de Agosto de 2011
Santiago do Escoural
Santiago do Escoural, no concelho de Montemor-o-Novo, é conhecido sobretudo pelos seus achados arqueológicos, nomeadamente pela gruta com pinturas rupestres. Mas oferece mais do que isso a quem se dispuser a viajar, pela memória dos chocalhos das fontes dos fornos de cal ou simplesmente pelos manjares da boa mesa tradicional no Restaurante do Manuel Azinheirinha...
Algumas instantes do meu olhar:
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Santiago do Escoural
11 de Julho de 2011
Carta da ausência
Carta da ausência
Em tarde de Sol nasci da terra, já tu abrias os olhos de espanto.
Envolta no círculo de azul e branco ouvia o silêncio do nada enquanto te ensinavam a vida, o trabalho e a família, a sobrevivência a partilha e a conquista.
Crescemos do leite e os dias, e víamos e ouvíamos coisas que aos outros não interessavam mas que despertavam a nossa sede de ser.
E fomos. Perdemos e ganhámos. Percorremos, sem recuar mas ás vezes solitários e tímidos, planícies ondas montanhas até nossos trilhos se cruzarem.
Então reconhecemos nas palavras os nossos sonhos e no olhar nossos sentidos.
Houve encontro e partida, o fogo das entranhas da terra e as lágrimas dos oceanos, a matéria e alma, o rosto e o verso de que é feita cada coisa.
E como antes havíamos feito depois haveríamos de fazer, prosseguindo sarando chagas, arrastando a cruz, velando e erguendo-nos para tocar a estrela que nos conduz.
Havia memórias, marcas da alegria e da mágoa, mas nossas bocas no olhar se encontravam sempre que de nossos caminhos se avistavam…
Ainda tememos as próprias palavras, preferindo as de poetas que do impossível falam… Mas a beleza da alma é pouco, mesmo em harmonia, quando vazias as mãos se abraçam de noite ao próprio corpo… E nada nos é proibido, o medo e a culpa são artifícios e fantasias negando a essência de Deus.
Sei que meu sorriso renasceu e, em teu lábio de menino, faz tremer o teu.
Amor? nunca o disseste e nunca o direi.
Amor é pouco! dúbio e vulgar…
Para ti guardo a palavra nova em meu silêncio.
(inédito, sem data)
Em tarde de Sol nasci da terra, já tu abrias os olhos de espanto.
Envolta no círculo de azul e branco ouvia o silêncio do nada enquanto te ensinavam a vida, o trabalho e a família, a sobrevivência a partilha e a conquista.
Crescemos do leite e os dias, e víamos e ouvíamos coisas que aos outros não interessavam mas que despertavam a nossa sede de ser.
E fomos. Perdemos e ganhámos. Percorremos, sem recuar mas ás vezes solitários e tímidos, planícies ondas montanhas até nossos trilhos se cruzarem.
Então reconhecemos nas palavras os nossos sonhos e no olhar nossos sentidos.
Houve encontro e partida, o fogo das entranhas da terra e as lágrimas dos oceanos, a matéria e alma, o rosto e o verso de que é feita cada coisa.
E como antes havíamos feito depois haveríamos de fazer, prosseguindo sarando chagas, arrastando a cruz, velando e erguendo-nos para tocar a estrela que nos conduz.
Havia memórias, marcas da alegria e da mágoa, mas nossas bocas no olhar se encontravam sempre que de nossos caminhos se avistavam…
Ainda tememos as próprias palavras, preferindo as de poetas que do impossível falam… Mas a beleza da alma é pouco, mesmo em harmonia, quando vazias as mãos se abraçam de noite ao próprio corpo… E nada nos é proibido, o medo e a culpa são artifícios e fantasias negando a essência de Deus.
Sei que meu sorriso renasceu e, em teu lábio de menino, faz tremer o teu.
Amor? nunca o disseste e nunca o direi.
Amor é pouco! dúbio e vulgar…
Para ti guardo a palavra nova em meu silêncio.
(inédito, sem data)
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6 de Julho de 2011
13 de Junho de 2011
Na Noite
Na Noite
A cada respirar o azul da noite clareia
A cada respirar o azul da noite clareia
pássaros acordados anunciam o dia novo
apetece-me parar tão súbito renascer
mas morre na noite a ilusão de a fazer
partes como parti
o que desejámos deixámos feito
meu corpo saciado nada reclama
meu cérebro não conjectura
só tuas mãos quentes nas minhas
demoro a largá-las para que as levesem troca de nome ou endereçomeu corpo saciado não reclama
meu cérebro nada conjectura
mas as tuas mãos quentes nas minhas
demoro-me a largá-las para que as
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Maria José Lascas Fernandes,
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11 de Junho de 2011
Foguetes
Sou a favor da preservação de costumes tradições, da memória do que já fomos...
Mas repetir práticas, mesmo que centenárias, que sejam obsoletas só por automatismo, comodismo ou conservadorismo e que para além disso são inúteis, poluidoras, desperdício de dinheiro e ainda desagradáveis aos sentidos é muito diferente.
Há muito que é isso que penso dos foguetes que se repetem nas festas de cada lugar ou urbe deste país ( e não só) de Norte a Sul, com particular intensidade a Norte e nos fins de semana e na época de verão.
Até há ainda quem diga que o valor da festa vê-se logo pelo número de foguetes lançados!...
Para que servem os foguetes?
Se é para anunciar o começo e o fim da festa, cada um dos seus espectáculos, procissões etc... hoje em dia existem programas escritos, páginas na Net... e as pessoas usam relógios, mais que não seja no telemóvel e os mais idosos até sabem as horas pelo Sol.
E para tal bastava um foguete e não um batalhão deles de cada vez.
Se a ideia é competir com a festa do lado ou com a comissão de festas do ano anterior pelo número de foguetes, chegou o momento histórico do ser humano compreender e viver o significado da palavra festa.
Deixar de disparar ruídos e gases, ou diminuir o seu número, só porque são poluidores para os meus ouvidos e para o meu nariz ( e sistema nervoso) não será suficiente.
Mas será que há assim tantas pessoas a quem a descarga de foguetes, sujando o Universo, traz felicidade?!
31 de Maio de 2011
A minha Avò
A minha Avó
A avó da minha avó, nem sei que nome tinha, o enxoval bordava de menina (lençóis camisa e toalhinha).
Já moça na seara o olhar de soslaio bastara, no baile a dança à janela o beijinho na face e com ajudas galinhas vinho o casamento se fazia…
Já moça na seara o olhar de soslaio bastara, no baile a dança à janela o beijinho na face e com ajudas galinhas vinho o casamento se fazia…
Mulher de respeito, cavava plantava mondava regava ceifava, a casa de branco caiava e de tão limpa no telhado nenhum ninho durava. Amassava, a lenha apanhava o forno acendia e o pão para a semana cozia. No tempo devido tratava do pimentão, das tripas dos enchidos, do coalho e do cardo, das azeitonas e no Carnaval dos fritos... Carregava água com o cântaro à cabeça e outro à ilharga, muitas vezes prenha, fazia a barrela e lavava, torcia cosia remendava e com o ferro de brasas toda a roupa passava. Na enxerga seu homem satisfazia e quando paria amamentava adormecia benzia curava ensinava corrigia castigava perdoava absolvia…
Os mortos velava com choro e com reza, cuidava das campas, dos velhos, da cria… E côdea dura p’ro mendigo sempre haveria.
Não deixou anel de ouro nem pulseira nem fio.
O alguidar as panelas a salgadeira a talha dois pratos de louça fina o vestido e o xaile deixou tudo às filhas, que dela aprenderam e como elas suas filhas fizeram.
Serei adoptada, inacabada ou tonta... tanto vi fazer e nada aprendi. Perdida, sem destino a cumprir, procuro-me no espelho, retoco o batom, revejo o verniz… Atrás de mim todas elas e atrás delas outras tantas, de pé e serenas, sem boca nem olhar, só as mãos rugosas para servir ainda prontas.
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25 de Maio de 2011
1 de Maio de 2011
Dia do Trabalhador da Mãe e a beatificação de João Paulo II
Não existem coincidências. A comemoração neste dia destes acontecimentos, aparentemente diferentes, fazem parte da harmonia que dita as leis do Universo.
Nada se faz sem trabalho, nem o pão nem o vinho, a casa ou a estrada, o computador ou o arco, a cirurgia ou a magia... Assim é o criar da vida, mesmo da humana, a mãe carrega, alimenta, incentiva o andar e o falar, educa para a automiana do ser e o seu aperfeiçoamento, quantas vezes um trabalho de muita repetição e doloroso. A Grande-Mãe virá a ser representada pela Virgem Maria, culto mariano tão propagado por João Paulo II. Este não sei se fez milagres ou se os fará, mas era ele próprio um milagre, pela serenidade que transmitia, pela bondade, pelo amor alegria e sacrifício que mostrou ao Mundo. Não foi em vão que tocou os jovens e outros afastados da prática da fraternidade.. Que filho demonstrou tanto amor e respeito pela mãe, pediu a sua protecção e lha agradeceu?! Quem da Igreja afirmou antes dele que o trabalho devia ser também um modo de realização pessoal, se dirigiu tanto aos humildes, condenou a guerra e os poderosos sem deixar de os acolher, porque também eles são filhos de Deus, quem procurou a reaproximação das Igrejas e das diversas religiões, tal como a Mãe que procura trazer os filhos desavindos a seu regaço e continua a acolher os malfeitores?!...
O seu trabalho, com a amor à Mãe e ao próximo foi incessante, mesmo consumido pela debilidade física....
Nada se faz sem trabalho, nem o pão nem o vinho, a casa ou a estrada, o computador ou o arco, a cirurgia ou a magia... Assim é o criar da vida, mesmo da humana, a mãe carrega, alimenta, incentiva o andar e o falar, educa para a automiana do ser e o seu aperfeiçoamento, quantas vezes um trabalho de muita repetição e doloroso. A Grande-Mãe virá a ser representada pela Virgem Maria, culto mariano tão propagado por João Paulo II. Este não sei se fez milagres ou se os fará, mas era ele próprio um milagre, pela serenidade que transmitia, pela bondade, pelo amor alegria e sacrifício que mostrou ao Mundo. Não foi em vão que tocou os jovens e outros afastados da prática da fraternidade.. Que filho demonstrou tanto amor e respeito pela mãe, pediu a sua protecção e lha agradeceu?! Quem da Igreja afirmou antes dele que o trabalho devia ser também um modo de realização pessoal, se dirigiu tanto aos humildes, condenou a guerra e os poderosos sem deixar de os acolher, porque também eles são filhos de Deus, quem procurou a reaproximação das Igrejas e das diversas religiões, tal como a Mãe que procura trazer os filhos desavindos a seu regaço e continua a acolher os malfeitores?!...
O seu trabalho, com a amor à Mãe e ao próximo foi incessante, mesmo consumido pela debilidade física....
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29 de Abril de 2011
Atentado em Marraquexe
São estas pessoas que devemos temer, entre outras, os bombistas, suicidas ou não.
E estes atingem europeus, americanos, espanhóis, ingleses, paquistaneses, judeus, árabes... sem se preocuparem se os que morrem e os que sofrem são cristãos, judeus, muçulmanos, ateus, agnósticos...
Em Marraquexe morreram naturais e turistas, numa das praças mais interessantes do mundo rodeada de mesquitas e onde no ano passado durante o Ramadão vi vergarem-se e sublimarem Deus muitas pessoas que não cabiam nas mesquitas.
Este ataque em Marraquexe não atinge menos que qualquer outro que tenha sido feito em território europeu, nem que os do IRA ou da ETA, por exemplo.
O Islão não representa de per si o mal, é na cabeça de algumas pessoas que os demónios se soltam de vez enquando, tal como no Cristianismo já se soltaram e continuam a saltar, ou os pecados desta Igreja e dos seus pastores, como os homicídios e torturas da Inquisição e o abuso de menores são toleráveis e tolerados?! Ou os crimes dos poderosos e entre eles os homicídios e genocídios daqueles que ignoram Deus ou não o invocam como imperadores, reis, milionários, presidentes... são toleráveis?!
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28 de Abril de 2011
O véu Muçulmano
Na verdade tudo teve a ver com a entrada em vigor em França da proibição de utilização do véu muçulmano nas escolas.
Considero que sob a capa igualdade dos direitos das mulheres existe aqui um completo equívoco do que são os direitos das mulheres, para além duma xenofobia que vem crescendo do Norte para o Sul da Europa.
A igualdade dos direitos das mulheres faz-se pelo seu direito à educação à cultura e pelo seu direito a viver de acordo com os seus ppróprios valores, inclusive as suas crenças religiosas - nunca pela imposição de regras exteriores mas pela assunção de ideais intrínsecos, pelo assumir do seu ser único. A proibição do uso do véu irá criar infelicidade naquelas mulheres que o usam com gosto e com vaidade, raiva nos patriarcas que defendem o seu uso e afastamento da comunidade onde se inseriam e algumas mulheres não irão progredir nos estudos, ficando diminuídas na sua capacidade de trabalho e de desenvolvimento pessoal aumentando a sua dependência... Deve lutar-se é para que as mulheres muçulmanas tenham direito ao ensino ao conhecimento e ao emprego, para que as mulheres muçulmanas que forem contra o uso do véu fiquem munidas de meios para libertar-se dele... Porque não usar na escola e ter que usá-lo à saida da porta e em casa é um contra senso.
E de que é uma medida xenófoba não tenho qualquer dúvida - a cruz pendurada não tem qualquer significado, nem a proibição da mini-saia em certas escolas ocidentais ou empregos públicos e privados, nem a obrigatoriedade do fato, a proibição de pircings e tatuagens vistosas, a cor da pele, as dimensões da silhueta, os concursos públicos e as cunhas, o exercício constante do assédio sexual, as horas para além do horário não pagas, os despedimentos na gravidez, a chantagem emocional... tudo isto são condutas virtuosas e respeitadoras do igual direito das mulheres nos países ocidentais, por exemplo em França.
E até parece que a barba dos judeus não tem significado religioso nem outros símbolos de religiões ou culturas menores, de seitas... E até parece que os políticos franceses estão mais preocupados com a felicidade e igualdade das mulheres muçulmanas do que em prevenir a influência da cultura muçulmana no mundo cristão, leia-se no mundo em que do feudo são senhores.
Se enquanto seu domínio não está em perigo abrirem brechas na cultura muçulmana, o inimigo irá perdendo a força e mesmo que se torne maioritária a sua força bruta de trabalho não terá cabecilhas à altura de disputarem o castelo.
Quero ser livre e quero que todos o sejam.
Não quero que me imponham regras no vestir, costumes que não são meus e respeito os dos outros.
Quando os outros povos, nomeadamente o mundo árabe, se começava a habituar e a aceitar o modo de vestir das mulheres ocidentais, os calções, a cabeça descoberta os ombros destapados etc. a Europa regride no tempo e decide interferir na sua vestimenta. E logo a França, lugar inspirador de tantas revoluções positivas para a modernidade.
Sei que este assunto não é pacífico nem tem que o ser.
Eu vejo a questão deste modo e penso que a aproximação entre muçulmanos e cristãos não se faz deste modo, crendo que a sua aproximação seria benéfica para a humanidade, tornando mesmo os respectivos cultos mais autênticos.
Considero que sob a capa igualdade dos direitos das mulheres existe aqui um completo equívoco do que são os direitos das mulheres, para além duma xenofobia que vem crescendo do Norte para o Sul da Europa.
A igualdade dos direitos das mulheres faz-se pelo seu direito à educação à cultura e pelo seu direito a viver de acordo com os seus ppróprios valores, inclusive as suas crenças religiosas - nunca pela imposição de regras exteriores mas pela assunção de ideais intrínsecos, pelo assumir do seu ser único. A proibição do uso do véu irá criar infelicidade naquelas mulheres que o usam com gosto e com vaidade, raiva nos patriarcas que defendem o seu uso e afastamento da comunidade onde se inseriam e algumas mulheres não irão progredir nos estudos, ficando diminuídas na sua capacidade de trabalho e de desenvolvimento pessoal aumentando a sua dependência... Deve lutar-se é para que as mulheres muçulmanas tenham direito ao ensino ao conhecimento e ao emprego, para que as mulheres muçulmanas que forem contra o uso do véu fiquem munidas de meios para libertar-se dele... Porque não usar na escola e ter que usá-lo à saida da porta e em casa é um contra senso.
E de que é uma medida xenófoba não tenho qualquer dúvida - a cruz pendurada não tem qualquer significado, nem a proibição da mini-saia em certas escolas ocidentais ou empregos públicos e privados, nem a obrigatoriedade do fato, a proibição de pircings e tatuagens vistosas, a cor da pele, as dimensões da silhueta, os concursos públicos e as cunhas, o exercício constante do assédio sexual, as horas para além do horário não pagas, os despedimentos na gravidez, a chantagem emocional... tudo isto são condutas virtuosas e respeitadoras do igual direito das mulheres nos países ocidentais, por exemplo em França.
E até parece que a barba dos judeus não tem significado religioso nem outros símbolos de religiões ou culturas menores, de seitas... E até parece que os políticos franceses estão mais preocupados com a felicidade e igualdade das mulheres muçulmanas do que em prevenir a influência da cultura muçulmana no mundo cristão, leia-se no mundo em que do feudo são senhores.
Se enquanto seu domínio não está em perigo abrirem brechas na cultura muçulmana, o inimigo irá perdendo a força e mesmo que se torne maioritária a sua força bruta de trabalho não terá cabecilhas à altura de disputarem o castelo.
Quero ser livre e quero que todos o sejam.
Não quero que me imponham regras no vestir, costumes que não são meus e respeito os dos outros.
Quando os outros povos, nomeadamente o mundo árabe, se começava a habituar e a aceitar o modo de vestir das mulheres ocidentais, os calções, a cabeça descoberta os ombros destapados etc. a Europa regride no tempo e decide interferir na sua vestimenta. E logo a França, lugar inspirador de tantas revoluções positivas para a modernidade.
Sei que este assunto não é pacífico nem tem que o ser.
Eu vejo a questão deste modo e penso que a aproximação entre muçulmanos e cristãos não se faz deste modo, crendo que a sua aproximação seria benéfica para a humanidade, tornando mesmo os respectivos cultos mais autênticos.
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As crises
Estamos tão prisioneiros de nós próprios do nosso pequeno mundo de derrapagem financeira económica e heresia política que o Mundo começa cada vez a passar-nos mais ao lado. Assim cada vez sabemos menos a situação concreta do perigo nuclear do Japão, do seu luto, da sua recuperação face à enorme catástrofe sofrida. E seria bom sabermos mais sobre este drama tão maior que o nosso pequeno quotidiano e saber mais sobre a cultura deste povo e o seu modo de reagir perante a realidade e de superar o pessimismo que como povo de há muito alimentamos.
Na verdade pergunto, mas Portugal alguma vez esteve bem em termos económicos? E não me respondam que várias vezes as Finanças Públicas estiveram equilibradas ou no monte de ouro arrecadado por Salazar porque o povo vivia na miséria. Porque o bem estar económico de um país não pode medir-se apenas pelo estado das Finanças Públicas, mas também pelo seu nível de quantidade e qualidade de produção, pelo índice de exportação face à importação, pelos números do desemprego, pelo valor dos salários, pensões e subsídios ou melhor pela qualidade real da vida do seu povo...
É verdade que o comércio de escravos e bens das Colónias permitiu encher alguns bolsos e até uma Embaixada ao Papa... Mas o povo, todo o povo português, usufruiu disso? Não.
Esta crise começou há muito, há vários anos que a vivi no Tribunal de Trabalho do Porto, com o encerramento e despedimento no comércio tradicional, nas pequenas indústrias, oficinas etc. Que a nossa crise teve a contribuição da crise nos outros países também me parece evidente. Que os nossos políticos, governo e oposição, nunca a encararam na sua real dimensão e consequências também para mim é evidente, tal como ainda não vi nenhum dos candidatos a eleitos apresentar um rol de propostas concretas, imediatas e médio prazo, com consequências naqueles que mais auferem ( quer seja vencimentos, lucros ou pensões ) e na economia ilícita e paralela também é verdade. Insultos contínuos e imputações da responsabilidade ouço todos os dias. Todos os dias não, porque desligo até já conheço a conjugação das frases...
Algo que me surpreende e me preocupa é que também não oiço os mais novos formular propostas, ouço humor, músicas e letras sem qualidade, reivindicações... Em vez de "Geração à Rasca" preferia uma geração com garra e ideias, prática e com visão de futuro. Reivindicar o fim dos Recibos Verdes e da precaridade do trabalho é o mesmo que reivindicar pelo direito ao trabalho continuado e não temporário, questão velha que também se colocou a todas as gerações anteriores. Uns emigraram, outros trabalharam a prazo e em coisas que detestavam... eu, por exemplo, ao licenciar-me não consegui qualquer emprego a não ser vender encicolpédias de porta a porta à comissão de toda a gente já estava farta que lhe tentassem impingir... Tive que optar por um estágio profissional e exames numa área que não era aquela com que sonhara e depois tive que mudar de lugar de trabalho várias vezes pelo país acima e adentro... Ou seja, para quem vive do seu trabalho apenas e não tem os padrinhos certos a subsistência nunca foi fácil.
Agora existem diferenças entre os dias de hoje e o 25 de Abril: hoje há menos ideias e ideais, há menos pensamento colectivo, há menos seriedade e convicção na actuação...
O momento histórico é outro e longe de mim defender que o modo de pensar e de agir deverá ser o mesmo!
Só que apenas a alguns cidadãos de meia idade e mais velhos, afastados da acção política, economistas sociológos empresários, ouço analisar com profundidade e apresentando mesmo algumas soluções. È que o FMI até nos pode obrigar a pôr as Finanças Públicas em ordem, cortando ainda mais nos salários, os subsídios e pensões da classe média, mas não nos resolve o problema da nossa economia, da pobreza extrema, do emprego, da segurança no emprego ( pelo contrário ) nem da qualidade de vida dos portugueses - essas são questões reais que nós próprios teremos que encarar e para as quais são precisas ideias, propostas, acções ou seja cidadãos novos e políticos novos ( e não novos apenas na idade!).
Mas a questão de que queria falar nem era esta, mas lá me resvalou a palavra para aquilo que também a mim, de modo igualmente comezinho me preocupa constantemente...
Queria falar da Síria, da Líbia, o Yémen, do Afeganistão... do quanto as pessoas continuam a manifestar-se e a morrer sob a tirania e cada vez temos menos notícias... Já não é notícia relevante porque nós próprios já nem nos interessamos. Tunísia e Egipto que foram os primeiros e culturalmente mais próximos ainda suscitaram manchetes e posicionamentos no Facebook e manifestações de solidariedade. Agora já nos habituamos a que se indignem e morram, já não é novidade nem é nada connosco... Importante mesmo é saber quem vestiu quem para a festa X, o casamento do neto de Isabel II, o castigo do jogador e o penalti em que não houve penalti para não exemplificar com assuntos ainda menores.
Na verdade pergunto, mas Portugal alguma vez esteve bem em termos económicos? E não me respondam que várias vezes as Finanças Públicas estiveram equilibradas ou no monte de ouro arrecadado por Salazar porque o povo vivia na miséria. Porque o bem estar económico de um país não pode medir-se apenas pelo estado das Finanças Públicas, mas também pelo seu nível de quantidade e qualidade de produção, pelo índice de exportação face à importação, pelos números do desemprego, pelo valor dos salários, pensões e subsídios ou melhor pela qualidade real da vida do seu povo...
É verdade que o comércio de escravos e bens das Colónias permitiu encher alguns bolsos e até uma Embaixada ao Papa... Mas o povo, todo o povo português, usufruiu disso? Não.
Esta crise começou há muito, há vários anos que a vivi no Tribunal de Trabalho do Porto, com o encerramento e despedimento no comércio tradicional, nas pequenas indústrias, oficinas etc. Que a nossa crise teve a contribuição da crise nos outros países também me parece evidente. Que os nossos políticos, governo e oposição, nunca a encararam na sua real dimensão e consequências também para mim é evidente, tal como ainda não vi nenhum dos candidatos a eleitos apresentar um rol de propostas concretas, imediatas e médio prazo, com consequências naqueles que mais auferem ( quer seja vencimentos, lucros ou pensões ) e na economia ilícita e paralela também é verdade. Insultos contínuos e imputações da responsabilidade ouço todos os dias. Todos os dias não, porque desligo até já conheço a conjugação das frases...
Algo que me surpreende e me preocupa é que também não oiço os mais novos formular propostas, ouço humor, músicas e letras sem qualidade, reivindicações... Em vez de "Geração à Rasca" preferia uma geração com garra e ideias, prática e com visão de futuro. Reivindicar o fim dos Recibos Verdes e da precaridade do trabalho é o mesmo que reivindicar pelo direito ao trabalho continuado e não temporário, questão velha que também se colocou a todas as gerações anteriores. Uns emigraram, outros trabalharam a prazo e em coisas que detestavam... eu, por exemplo, ao licenciar-me não consegui qualquer emprego a não ser vender encicolpédias de porta a porta à comissão de toda a gente já estava farta que lhe tentassem impingir... Tive que optar por um estágio profissional e exames numa área que não era aquela com que sonhara e depois tive que mudar de lugar de trabalho várias vezes pelo país acima e adentro... Ou seja, para quem vive do seu trabalho apenas e não tem os padrinhos certos a subsistência nunca foi fácil.
Agora existem diferenças entre os dias de hoje e o 25 de Abril: hoje há menos ideias e ideais, há menos pensamento colectivo, há menos seriedade e convicção na actuação...
O momento histórico é outro e longe de mim defender que o modo de pensar e de agir deverá ser o mesmo!
Só que apenas a alguns cidadãos de meia idade e mais velhos, afastados da acção política, economistas sociológos empresários, ouço analisar com profundidade e apresentando mesmo algumas soluções. È que o FMI até nos pode obrigar a pôr as Finanças Públicas em ordem, cortando ainda mais nos salários, os subsídios e pensões da classe média, mas não nos resolve o problema da nossa economia, da pobreza extrema, do emprego, da segurança no emprego ( pelo contrário ) nem da qualidade de vida dos portugueses - essas são questões reais que nós próprios teremos que encarar e para as quais são precisas ideias, propostas, acções ou seja cidadãos novos e políticos novos ( e não novos apenas na idade!).
Mas a questão de que queria falar nem era esta, mas lá me resvalou a palavra para aquilo que também a mim, de modo igualmente comezinho me preocupa constantemente...
Queria falar da Síria, da Líbia, o Yémen, do Afeganistão... do quanto as pessoas continuam a manifestar-se e a morrer sob a tirania e cada vez temos menos notícias... Já não é notícia relevante porque nós próprios já nem nos interessamos. Tunísia e Egipto que foram os primeiros e culturalmente mais próximos ainda suscitaram manchetes e posicionamentos no Facebook e manifestações de solidariedade. Agora já nos habituamos a que se indignem e morram, já não é novidade nem é nada connosco... Importante mesmo é saber quem vestiu quem para a festa X, o casamento do neto de Isabel II, o castigo do jogador e o penalti em que não houve penalti para não exemplificar com assuntos ainda menores.
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18 de Março de 2011
Vinho
Serve-me vinho, vinho sempre!
corre-me nas veias água, insípida clara…
dá-me vinho!
não a uva a enrolar-se na língua
abram-se tonéis se acabarem as garrafas, tinto rosé Porto
deixa meu corpo mergulhar no fundo, curtir no tempo
e seja a taça que transborda
sorvendo a última gota do néctar maturado na pipa
parido cor de sangue
e bebe o vinho do amor em mim, suavemente…
corre-me nas veias água, insípida clara…
dá-me vinho!
não a uva a enrolar-se na língua
abram-se tonéis se acabarem as garrafas, tinto rosé Porto
deixa meu corpo mergulhar no fundo, curtir no tempo
e seja a taça que transborda
sorvendo a última gota do néctar maturado na pipa
parido cor de sangue
e bebe o vinho do amor em mim, suavemente…
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Vinho do Porto
15 de Março de 2011
Camélias, a Dama das Camélias
Neste momento tão conturbado de instabilidade política e económica no nosso país, de guerra na Líbia, de fatalidade no Japão, de apreensão pela opção nuclear no mundo inteiro, de desemprego e corrupção generalizada... repousemos os olhos na beleza da natureza, porque nada se repete nem é eterno.
Conheci há poucos dias um paraíso de cameleiras, milhares de espécias, no concelho de Vila do Conde, na aldeia da Junqueira. É claro que para além da beleza da flôr, relembrei o romantismo do livro " A Dama das Camélias" de Victor Hugo ( filho).4 de Março de 2011
Concert du Cheb khaled a Casablanca 2010 Liberté
No entanto a liberdade na Argélia, país natal de Cheb Khaled, continua a tardar...
Cheb Khaled o Rei da música Ray nasceu a 28 de Fevereiro de 1960 e é perseguido pelo regime militar da Argélia, sendo Embaixador de Boa Vontade das Nações Unidas, destacando-se na luta contra a fome.
Assisti a um concerto na Casa da Música no Porto há alguns anos, sob fortes medidas de segurança, num ciclo dedicado de Músicas do Mundo. Para mim foi a concretização de um sonho que nunca me atrevera a sonhar. E costumo dizer que foi o único homem a quem já ofereci um girassol...
Comprei o Cd Liberté em Marrocos, onde é muito conhecido e popular ( aliás é muito popular em todo o mundo árabe), tendo aí realizado em muitos concertos e participado no ano passado no Festival de Música de Setembro em Essauoira.
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Cheb Khaled,
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2 de Março de 2011
8 de Março - coincidência especial
O feriado municipal do meu concelho é no dia 8 de Março em honra de S.João de Deus, João Cidade natural de Montemor-o-Novo, coincidindo assim sempre com o Dia Internacional da Mulher.
Mas este ano coincide ainda com a folia da terça-feira de Carnaval!...
O programa das festividades transcreve o poema da contra-capa do meu livro "Alentejo Sem Fim", relativo ao retrato da bonita e jovem ceifeira da capa.
Fico contente por me associarem à homenagem a todas as mulheres e ao seu combate, no passado e no presente, por uma vida melhor mais digna e mais justa.
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maria lascas,
Montemor-o-Novo
20 de Fevereiro de 2011
18 de Fevereiro de 2011
Rosas de Alexandria
Chegam rosas rosas pequeninas, rosinhas
colhidas bravias
vêm de longe… miragem de Alexandria
e moribundas desfolham no regaço, peregrinas
(inédito, maria lascas )
colhidas bravias
vêm de longe… miragem de Alexandria
e moribundas desfolham no regaço, peregrinas
(inédito, maria lascas )
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maria lascas,
Poesia
14 de Fevereiro de 2011
O ALEPH, de Paulo Coelho
A promoção do livro fala do regresso de Paulo Coelho às origens e à busca espiritual do Alquimista.
De facto o Paulo Coelho peregrino volta neste livro, mas aqui o caminho percorrido é bastante diferente.
Não são de modo algum novidade os conceitos filosóficos que utiliza ou o método da regressão a vidas passadas que irá praticar, propagado por muitos Mestres na actualidade. Será novidade a forma como estes assuntos não no seu pelouro filosófico ou psicológico mas pela ficção.
Para mim Paulo Coelho não é de facto um talentoso mestre da palavra, embora existam excertos bastante poéticos, mas um Magnífico contador de histórias.
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Paulo Coelho
24 de Janeiro de 2011
11 de Janeiro de 2011
6 de Janeiro de 2011
DIA DE REIS
Será da mania das grandezas, sempre gostei mais dos Reis Magos do que dos Pastores no Presépio.
Não não acredito que fosse por os Reis Magos serem mais ricos ou poderosos que os Pastores, até porque seguindo a pureza da ideologia que subjaz a esta matéria dos pobres será o Reino dos Céus!
Mas os pastores são simples e conhecia-os, eram reais quando eu era criança. Hoje em dia se calhar há mais Reis do que Pastores para aqueles lados! Sendo simples e reais os pastores não me deslumbravam como aqueles três seres cobertos de roupas coloridas, um deles de outra côr, montados em camelos com riquezas para o Menino.
Na verdade ( que heresia!) o Menino despido nas palhinhas também não me emocionava. Nunca percebi porque motivo o S.José ou mesmo Maria não tirava uma peça de roupa sua para cobrir o infeliz que acabara de nascer... Até que este Natal vi um fime na televisão, de que infelizmente não sei o autor, em que o Menino estava todo enrolado num pano e não devia ter frio.
Mas era um filme estranho, basta dizer que o José regeitava Maria por estar grávida até ao nascimento e os Magos chegaram na mesma noite dos pastores, o que na verdade não me agradou: era uma cena com demasiada gente e depois acabava-se o dia de Reis... ( era mais económico, querem lá ver que a moda pega!).
Pois hoje é dia de Reis, com bolo Rei, imagine-se agora também com o bolo Rainha e já ouvi falar dum que leva chocolate! ( criatividade ou oportunidade ), mas sempre sem fava nem brinde ( diga-se que não é a mesma coisa!). Por falar em bolo Rei não conheço melhor do que o da Pastelaria Petúlia na cidade do Porto, na Rua Júlio Dinis, onde se fabrica todo o ano.
Saúdo assim os Reis Magos que agora se diz que seriam Magos e não Reis e nem se sabe quantos eram...
Fico-me pela tradição e para mim são três, astrólogos ou reis tanto faz, mas de roupas orientais e vistosas.
E é claro que com os camelos... Presépio com os reis e sem camelos também não vale, lá se vai a magia!
Não não acredito que fosse por os Reis Magos serem mais ricos ou poderosos que os Pastores, até porque seguindo a pureza da ideologia que subjaz a esta matéria dos pobres será o Reino dos Céus!
Mas os pastores são simples e conhecia-os, eram reais quando eu era criança. Hoje em dia se calhar há mais Reis do que Pastores para aqueles lados! Sendo simples e reais os pastores não me deslumbravam como aqueles três seres cobertos de roupas coloridas, um deles de outra côr, montados em camelos com riquezas para o Menino.
Na verdade ( que heresia!) o Menino despido nas palhinhas também não me emocionava. Nunca percebi porque motivo o S.José ou mesmo Maria não tirava uma peça de roupa sua para cobrir o infeliz que acabara de nascer... Até que este Natal vi um fime na televisão, de que infelizmente não sei o autor, em que o Menino estava todo enrolado num pano e não devia ter frio.
Mas era um filme estranho, basta dizer que o José regeitava Maria por estar grávida até ao nascimento e os Magos chegaram na mesma noite dos pastores, o que na verdade não me agradou: era uma cena com demasiada gente e depois acabava-se o dia de Reis... ( era mais económico, querem lá ver que a moda pega!).
Pois hoje é dia de Reis, com bolo Rei, imagine-se agora também com o bolo Rainha e já ouvi falar dum que leva chocolate! ( criatividade ou oportunidade ), mas sempre sem fava nem brinde ( diga-se que não é a mesma coisa!). Por falar em bolo Rei não conheço melhor do que o da Pastelaria Petúlia na cidade do Porto, na Rua Júlio Dinis, onde se fabrica todo o ano.
Saúdo assim os Reis Magos que agora se diz que seriam Magos e não Reis e nem se sabe quantos eram...
Fico-me pela tradição e para mim são três, astrólogos ou reis tanto faz, mas de roupas orientais e vistosas.
E é claro que com os camelos... Presépio com os reis e sem camelos também não vale, lá se vai a magia!
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17 de Dezembro de 2010
A crise não é total
Vagos tem o presépio mais bonito e original de sempre!
O valor da imaginação e do trabalho dedicado valem ouro mirra e incenso.
O valor da imaginação e do trabalho dedicado valem ouro mirra e incenso.
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semana cultural de vagos
17 de Novembro de 2010
Al-Mu’tamid
Al-Mu’tamid, rei dos reis, amigo amante poeta senhor
- ébrio da beleza, do aroma à raiz da flor
seu cavalo fora o mais veloz, a espada a mais temida
mas com palavras sábias vencera o inimigo
por elas o veneraram doutores
sedutor na dança cantara e tangera o alaúde
e brotaram do seu peito poemas e amores
...
galopava o cavalo branco
o rio Arade anunciava d´Agmât o seu regresso
papoilas enfeitavam caminhos, medronhos romãs…
- o parto verde da terra era o sinal!
a cisterna do Castelo de Silves me guardara
perfumei-me de jasmim, pintei os pés descalços
e apeado beijei-lhe os lábios, ao peito encostei o rosto
dedilhando-lhe tão saudosa o seu corpo
arrancando-lhe o dourado manto
... era apenas mais um homem comum
à noite quando a Lua nasce enlouqueço de dor
e em cavaleiros andantes me engano
* Nota: este meu texto-rascunho tem já alguns anos, encontrei-o que há dias na minha "gaveta"de papéis
- ébrio da beleza, do aroma à raiz da flor
seu cavalo fora o mais veloz, a espada a mais temida
mas com palavras sábias vencera o inimigo
por elas o veneraram doutores
sedutor na dança cantara e tangera o alaúde
e brotaram do seu peito poemas e amores
...
galopava o cavalo branco
o rio Arade anunciava d´Agmât o seu regresso
papoilas enfeitavam caminhos, medronhos romãs…
- o parto verde da terra era o sinal!
a cisterna do Castelo de Silves me guardara
perfumei-me de jasmim, pintei os pés descalços
e apeado beijei-lhe os lábios, ao peito encostei o rosto
dedilhando-lhe tão saudosa o seu corpo
arrancando-lhe o dourado manto
... era apenas mais um homem comum
à noite quando a Lua nasce enlouqueço de dor
e em cavaleiros andantes me engano
* Nota: este meu texto-rascunho tem já alguns anos, encontrei-o que há dias na minha "gaveta"de papéis
Do acaso
Vinha do acaso
elevando-se nos saltos dos sapatos
arqueando a cintura balouçando o peito
disfarçando a verruga da barriguinha
caminhava ao encontro do Castelo Acontecido:
foral muralhas, perdidas quatro igrejas e freguesias
as cortes reunidas…
- pedi ao meu destino e voltei no tempo
na Praça cheia de vida
prendeu os lábios aos meus, pressenti a sua mão
esmagava os mamilos no meu peito
agarrei-lhe a cintura para não me perder
almocreve de passagem logo me fiz ferreiro
das aldrabas da nossa porta
e assim viveríamos para sempre os dois
( viajar no tempo ninguém mais sabia )
…
tenho saudades desse sorriso só p´ra mim
saudades dum dia a ter tido, da partida...
p'ra saudades verdadeiras saber sentir
elevando-se nos saltos dos sapatos
arqueando a cintura balouçando o peito
disfarçando a verruga da barriguinha
caminhava ao encontro do Castelo Acontecido:
foral muralhas, perdidas quatro igrejas e freguesias
as cortes reunidas…
- pedi ao meu destino e voltei no tempo
na Praça cheia de vida
prendeu os lábios aos meus, pressenti a sua mão
esmagava os mamilos no meu peito
agarrei-lhe a cintura para não me perder
almocreve de passagem logo me fiz ferreiro
das aldrabas da nossa porta
e assim viveríamos para sempre os dois
( viajar no tempo ninguém mais sabia )
…
tenho saudades desse sorriso só p´ra mim
saudades dum dia a ter tido, da partida...
p'ra saudades verdadeiras saber sentir
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maria lascas,
Maria José Lascas Fernandes,
Poesia
15 de Novembro de 2010
Só
Só
só serei, como as veredas da neblina
ninguém me contará histórias, nenhum embalo
ninguém semeará ilusão e o desengano
ninguém me esculpirá o ser
só beberei o vinho do meu corpo
não existe a fogueira acesa, a manta alentejana a música
- seria cigana ou perdido do mar a atearia...?!
assim decreto a minha solidão!
esta será em mim a taça mais profana:
a ninguém amo
e Deus, juro, não está dentro de mim
só serei, como as veredas da neblina
ninguém me contará histórias, nenhum embalo
ninguém semeará ilusão e o desengano
ninguém me esculpirá o ser
só beberei o vinho do meu corpo
não existe a fogueira acesa, a manta alentejana a música
- seria cigana ou perdido do mar a atearia...?!
assim decreto a minha solidão!
esta será em mim a taça mais profana:
a ninguém amo
e Deus, juro, não está dentro de mim
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maria lascas,
Maria José Lascas Fernandes,
Poesia
7 de Novembro de 2010
3 de Novembro de 2010
17 de Outubro de 2010
Poesia
Gostava de partilhar aqui o facto de ter recebido algumas "críticas informais"ao meu escrito " Meu Amor partiste", mais como recado "screve lá sobre o amor,o alentejo,as coisas bonitas,os afectos, aquelas coisas de que tu percebes e não incomodam ninguém! Não diminuas o teu valor a meter-te com a política o agora, fica-te só pelo etéro, o impossível, o infinito...
Pois não: é Aqui e Agora!
Mas isso não significa que o outo lado, da crença da utopia da liberdade individual do amor... morram, são perfeitamente compatíveis! Por outro lado cada vez mais me seduzem as coisas simples, não pequenas ou menores mas simples.
Não estou preocupada - nada - se é poesia ou não!
Prefiro ser poeta a escrever poesia!
Segue-se algo de pequenino, que de facto não molesta nada nem ninguém... mas para mim teve valor:
Marraquexe, 2010 Souk
ouves-me falar e dizes meu nome Maria
sorrio como se acreditasse na magia
na tua e na minha
José, meu coração desfolha...
como é possível saberes-me melhor que eu?!
se dissesses comprava tudo que é teu
mas sorris... simples natural real verdadeiro
Adeus!
Pois não: é Aqui e Agora!
Mas isso não significa que o outo lado, da crença da utopia da liberdade individual do amor... morram, são perfeitamente compatíveis! Por outro lado cada vez mais me seduzem as coisas simples, não pequenas ou menores mas simples.
Não estou preocupada - nada - se é poesia ou não!
Prefiro ser poeta a escrever poesia!
Segue-se algo de pequenino, que de facto não molesta nada nem ninguém... mas para mim teve valor:
Marraquexe, 2010 Souk
ouves-me falar e dizes meu nome Maria
sorrio como se acreditasse na magia
na tua e na minha
José, meu coração desfolha...
como é possível saberes-me melhor que eu?!
se dissesses comprava tudo que é teu
mas sorris... simples natural real verdadeiro
Adeus!
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Marrraquexe,
possia
Medicina chinesa e reiki na cura da depressão - JN
Medicina chinesa e reiki na cura da depressão - JN
Bem agora está explicado porque motivo a Senhora Minsitra da Saúde diz que os médicos receitam demasiados antidepressivos e o motivo porque aboliu a Portaria que permitia a dedução no seu preço!
Querem lá ver que ainda vamos ter Reiki, Medicina Chinesa e Massagens (Pedras Quentes e outras) com o novo Orçamento do Estado!
Eu já nem falo no desconto nos salários dos Trabalhadores do Estado ( funcionários públicos ) que considero inconstitucional, uma norma violaradora de uma a Lei das mais elementares do Direito de Trabalho - a proibição de baixar o salário - mas do que se passa com os medicamentos dos idosos, das doenças crónicas e com esta visão anacrónica da Senhora Ministra da Sáude sobre esta dença e as previsões do seu aumento gritante apregoado em todo Mundo, nomeadamente pela OMS.
Tudo serve para poupar dinheiro quanto aos pobres, até a falsidfade!
Enfrentemos a crise, que o Governo até negava existir, mas duma vez por todas com clareza, verdade, seriedade e competência!
Bem agora está explicado porque motivo a Senhora Minsitra da Saúde diz que os médicos receitam demasiados antidepressivos e o motivo porque aboliu a Portaria que permitia a dedução no seu preço!
Querem lá ver que ainda vamos ter Reiki, Medicina Chinesa e Massagens (Pedras Quentes e outras) com o novo Orçamento do Estado!
Eu já nem falo no desconto nos salários dos Trabalhadores do Estado ( funcionários públicos ) que considero inconstitucional, uma norma violaradora de uma a Lei das mais elementares do Direito de Trabalho - a proibição de baixar o salário - mas do que se passa com os medicamentos dos idosos, das doenças crónicas e com esta visão anacrónica da Senhora Ministra da Sáude sobre esta dença e as previsões do seu aumento gritante apregoado em todo Mundo, nomeadamente pela OMS.
Tudo serve para poupar dinheiro quanto aos pobres, até a falsidfade!
Enfrentemos a crise, que o Governo até negava existir, mas duma vez por todas com clareza, verdade, seriedade e competência!
16 de Outubro de 2010
7 de Outubro de 2010
Meu Amor partiste - um improviso
Meu Amor partiste... eu sei
sempre partiste para longe, eu sei
e não há escudo que te guarde
nem euro nem barca nem vela que te traga
pois se nem notícia veio d' El-Rei...
a mesa está vazia, não há pão não há vinho
sem filhos não há leite
os velhos esquecidos nem comem
e não há pachorra que os oiça
a dizer que é a miséria de outrora que volta
como a mesa a cama está vazia
sem dinheiro os prazeres são pecado
e só as saudades ficaram
daqui te mando palavras do meu amor
que por ora ainda não paga imposto
Meu Amor partiste, eu sei
e agora até o totobola dá pouco
só se for o TGV que te traga
- se é por ele que a gente se mata...
sempre partiste para longe, eu sei
e não há escudo que te guarde
nem euro nem barca nem vela que te traga
pois se nem notícia veio d' El-Rei...
a mesa está vazia, não há pão não há vinho
sem filhos não há leite
os velhos esquecidos nem comem
e não há pachorra que os oiça
a dizer que é a miséria de outrora que volta
como a mesa a cama está vazia
sem dinheiro os prazeres são pecado
e só as saudades ficaram
daqui te mando palavras do meu amor
que por ora ainda não paga imposto
Meu Amor partiste, eu sei
e agora até o totobola dá pouco
só se for o TGV que te traga
- se é por ele que a gente se mata...
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a poesia é uma arma
6 de Outubro de 2010
Comer Orar Amar
Recomendo vivamente este filme, depois do êxito que o livro foi.
Julia Roberts no seu melhor!...
Uma viagem ao mundo, em busca de si própria.
Julia Roberts no seu melhor!...
Uma viagem ao mundo, em busca de si própria.
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20 de Setembro de 2010
13 de Setembro de 2010
Pontevedra no caminho de Santiago
Algumas imagens de Pontevedra a caminho de Santiago de Compostela.
Mas é uma cidade que vale a viagem só por si.
Com um centro monumental grandioso e bem arranjado onde as esplanadas convidam a muitas iguarias, desde a variedade do pão às tapas, dos "pescados" aos mariscos, do vinho galego à agradável cerveja Estrela da Galicia...
Mas é uma cidade que vale a viagem só por si.
Com um centro monumental grandioso e bem arranjado onde as esplanadas convidam a muitas iguarias, desde a variedade do pão às tapas, dos "pescados" aos mariscos, do vinho galego à agradável cerveja Estrela da Galicia...
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7 de Setembro de 2010
Cambra ( Igreja)
Vivemos uma época do mote das sete maravilhas ( atenção não vivemos na época das sete maravilhas... ). E assim sendo eu elejo a região de Lafões como fazendo parte das sete zonas maravilhosas do Continente, em termos paisagísticos climáticos gastronómicos... Na minha opinião a sua beleza e diversidade não é inferior ao Gerês ( e o vinho de Lafões e a dita vitela são uma especialidade, mesmo para quem a carne é alimento dispensável e a terminar o leite creme ou os pastéis de Vouzela).
Vivi nesta zona verde anos dourados da minha existência pessoal e profissional e anseio sempre por uma visita às aldeias de Oliveira de Frades e de S.Pedro do Sul, da Gralheira às Termas...
Desta vez destaco em termos gastronómicos um lugar rústico, muito agradável e acessível em Cambra (Igreja), próximo da A25 denominado Taberna do Lavrador.
Vivi nesta zona verde anos dourados da minha existência pessoal e profissional e anseio sempre por uma visita às aldeias de Oliveira de Frades e de S.Pedro do Sul, da Gralheira às Termas...
Desta vez destaco em termos gastronómicos um lugar rústico, muito agradável e acessível em Cambra (Igreja), próximo da A25 denominado Taberna do Lavrador.
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12 de Agosto de 2010
FEIRA da LUZ - 2010
Era Feira da Luz, uma das mais afamadas feiras anuais das redondezas e a maior do concelho.
Já foi chamada de Festa das Colheitas, durante o período da Reforma Agrária com mais produtos agrícolas, mais iniciativas infantis juvenis e culturais e menos touros.
Depois com a queda das Cooperativas, passou a Festa das Colheitas e Feira da Luz.
Agora é apenas Feira da Luz, sem produtos agrícolas e mais touros.
Mas tudo isso é apenas um reflexo da evolução social da região.
Os novos vão lá por uns concertos de música, para dar uma volta.
Os mais velhos vão para matar saudades e reencontrar conhecidos, faz parte das suas vidas como o meio-dia ou a Páscoa, mesmo que já não almocem por essa hora nem entrem na igreja por tal motivo.
Também tenho lembranças muito diferentes, desde a infância até agora, deste fechar de ciclo que é a Feira da Luz - tempo para festejar a abundância que o verão nos traz, com os dias quentes e as noites frescas.
Já foi chamada de Festa das Colheitas, durante o período da Reforma Agrária com mais produtos agrícolas, mais iniciativas infantis juvenis e culturais e menos touros.
Depois com a queda das Cooperativas, passou a Festa das Colheitas e Feira da Luz.
Agora é apenas Feira da Luz, sem produtos agrícolas e mais touros.
Mas tudo isso é apenas um reflexo da evolução social da região.
Os novos vão lá por uns concertos de música, para dar uma volta.
Os mais velhos vão para matar saudades e reencontrar conhecidos, faz parte das suas vidas como o meio-dia ou a Páscoa, mesmo que já não almocem por essa hora nem entrem na igreja por tal motivo.
Também tenho lembranças muito diferentes, desde a infância até agora, deste fechar de ciclo que é a Feira da Luz - tempo para festejar a abundância que o verão nos traz, com os dias quentes e as noites frescas.
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Montemor-o-Novo
3 de Agosto de 2010
Alphaville - Forever Young (Special Dance Version)
Esta versão não é original, mas um mix especial para dança... Pessoalmente prefiro a original, disponível no youtube.
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Festival Alentejo
Big In Japan - Alphaville Official Video HD
Os Alphaville com uns aninhos e uns quilinhos a mais estiveram fantásticos no Festival Alentejo - Évora
Quem não se recorda ainda de "Forever Young" e, no meu caso, dos "Convívios" de Direito do Técnico de Veterinária?...
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29 de Julho de 2010
Um tique contra-taque by modo mudo
Um tique contra-taque by modo mudo
O primeiro EP da Banda Modo Mudo, os rapazes de Vagos que cantam em português os seus originais.
Sim um deles é meu filho, sou mãe galinha.
Mas o seu mérito e o dos amigos vai para além da minha cegueira de mãe. Senão escutem o som e estejam atentos ao que é dito. Não são palavras vãs nem sons repetidos, são actos de criação e sem vergonha da nossa língua, gravados com meios escassos e muita carolice. Bem hajam!
O primeiro EP da Banda Modo Mudo, os rapazes de Vagos que cantam em português os seus originais.
Sim um deles é meu filho, sou mãe galinha.
Mas o seu mérito e o dos amigos vai para além da minha cegueira de mãe. Senão escutem o som e estejam atentos ao que é dito. Não são palavras vãs nem sons repetidos, são actos de criação e sem vergonha da nossa língua, gravados com meios escassos e muita carolice. Bem hajam!
27 de Julho de 2010
Entre Odrinhas e Ericeira, o museu do moinho
Na estrada que liga Odrinhas-Sintra à Ericeiram do lado esquerdo, a não perder este mínimo Museu do Moinho.
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